
Apesar das duas injeções de anestésico que recebeu, Amy Anderson sentiu como seu dentista estivesse a castigando durante o tratamento de um canal radicular. Ela se contorcia de dor quando seu dente infectado foi escavado com uma broca, o seu nervo amputado, e em seguida selados.
Estudos dizem que pessoas ruivas evitam as visitas ao dentista depois de ter experiências dolorosas e podem necessitar mais anestésicos.
“Eu sabia que algo estava errado dessa vez. Eu podia sentir meus lábios”, disse a moradora de Siracusa, em Nova Iorque, que disse à sua dentista que as drogas não estavam funcionando. Sua dentista continuava assegurando que tinha lhe aplicado a dose certa e disse: “Estou quase acabando.”
“Estava doendo muito”, disse Anderson, que é ruiva. “Eu quase tive vontade de bater nela.”
Estudos tem indicado que pessoas ruivas poder ser mais sensíveis à dor e podem necessitar de mais anestésicos.Uma nova pesquisa publicada na edição deste mês do Journal of American Dental Association constatou que as experiências dolorosas no dentista podem causar mais aflição para homens e mulheres com cabelos ruivos, que eram duas vezes mais propensos a evitar o cuidado com os dentes do que pessoas de cabelo escuro.
Estudos tem indicado que pessoas ruivas poder ser mais sensíveis à dor e podem necessitar de mais anestésicos.Uma nova pesquisa publicada na edição deste mês do Journal of American Dental Association constatou que as experiências dolorosas no dentista podem causar mais aflição para homens e mulheres com cabelos ruivos, que eram duas vezes mais propensos a evitar o cuidado com os dentes do que pessoas de cabelo escuro.
“Ruivos são sensíveis à dor”, disse o Dr. Daniel Sessler, chefe de cadeira do Outcomes Research Department at The Cleveland Clinic, em Cleveland, estado de Ohio, um dos autores do artigo.

Sessler, que é anestesiologista, começou a estudar a sensibilidade dos ruivos à dor depois de ouvir conversas de seus colegas."Uma discurso persistente na comunidade da anestesia foi de que os ruivos eram difíceis para anestesiar", Sessler disse. "Eles não ficavam adormecidos, tinham muita dor, não respondem bem à anestesia. Lendas urbanas geralmente não geram estudos, mas foi uma observação interessante."
Esta observação levou a dois estudos. Em 2004, a pesquisa mostrou que pessoas com o cabelo avermelhado precisam de 20% mais anestesia do que loiros e morenos. Um estudo de 2005 indicou que ruivos são mais sensíveis à dor térmica e mais resistentes aos efeitos da anestesia local.
Os pesquisadores acreditam que as variantes do gene receptor melanocortina-1 pode ter alguma relação. Este gene, o MC1R produz a melanina, que cor à pele, cabelos e olhos. Enquanto as pessoas de cabelos louros, marrons ou pretor produzem melanina, aquelas de cabelos vermelhos tem uma mutação nesse receptor. Ele produz uma coloração diferente chamada feomelanina, que resulta em sardas, pele clara e cabelo ruivo. Estima-se que 5% dos brancos tem essas características.
Enquanto a relação entre o MC1R e a sensibilidade à dor não é completamente entendida, os pesquisadores descobriram receptores do MC1R no cérebro, e que alguns deles são conhecidos por influenciar na sensibilidade à dor.

Não há disponível nenhum teste comercial das variações do gene MC1R.
Depois que Sessler e seus colegas publicaram os primeiros estudos sobre ruivos e sua susceptibilidade à dor, ele recebeu cerca de cem emails de ruivos de todo o país, que reclamaram de experiências terríveis no consultório dentário.
Dr. Catherine Binkley, uma professora associada na Faculdade de Odontologia da University of Louisville, em Kentucky, também observou o mesmo fenômeno durante seus 25 anos de clínica. Seus pacientes ruivos pareciam “ansiosos e não ficavam anestesiados. É uma experiência difícil para eles,” disse Binkley, uma das autoras do estudo.

Binhley disse que a melhor dica para os dentistas é “prestar mais atenção, avaliar os que parecem mais amedrontados e perguntá-los sobre experiências anteriores.”
“Se você for tratar de alguém mais receoso, faça coisas diferentes,” ela disse. “Tenha certeza de que a pessoa está completamente anestesiada antes de começar o trabalho.” Pacientes que já tiveram más experiências em relação à dor, devem informar seus dentistas.
O próximo passo da pesquisa é avaliar se é realmente necessário mais anestesia durante procedimentos odontológicos em pessoas ruivas e naquelas com variantes do gene MC1R.
Os autores dizem que um incidente desagradável – parecido com aquele pelo qual a Amy Anderson passou em Janeiro – podem levar o paciente a adiar o tratamento dental e exacerbar os problemas que possam ter.
Amy chegou a ter um canal radicular porque temia a visita ao dentista, depois de uma má experiência com restaurações. Inevitavelmente, ela deve voltar ao consultório de sua dentista para acompanhar o tratamento do canal, mas isso a deixa apreensiva. “Eu tenho muito medo de dentista,” ela disse. “Eu fiquei acordada durante duas horas durante a noite por causa do dentista.”
Fonte: CNN
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