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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Para uma ruiva (de Hermeto Giménez)



O contraste perfeito: Branco, Vermelho e verde; 
O Branco, delicado, como a luz da lua cheia que deixa-me imóvel; 
Os olhos Verdes, da natureza ainda desconhecida, inexplorada, que se tornam azuis trazendo a calmaria de um mar em fúrias e de um céu em paz; 
O cabelo Vermelho, que assim como o sol e o ouro, brilham e se notam de longe a beleza que nasce aos olhos. 
A água gelada que ferve ao seu mais sútil toque; 
O olhar, que atravessa a alma e acorda todos sentimentos ainda desconhecidos; 
As pintas, que brilham em seu rosto sem nenhuma imperfeição, nenhuma nuvem como uma linda noite estrelada; 
A nobreza, a postura, a perfeição; 
a inquietação de meu coração que hoje anda desnudo; 
Esse que toca os sonhos mais animalescos e profundos de um poeta e que desperta um monstro... chamado amor e paixão.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Casal de Ruivos


quinta-feira, 3 de maio de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um poema para Charlie Brown (por Gabriela Bandeira)

Pois é, Charlie, você não veio ao meu encontro
Fico a imaginar se dormiu e passou do ponto
De devaneios sobrevive nos tempos atuais
Bem sabe que me ama de outros carnavais
Sequer tentou
Sua garotinha ruiva se afastou
Querido Minduim
Se ainda quiser a mim, escute
Pode ser que eu mude
Tanto que sou capaz de querer algo banal
Já não sei se sou dessas
Para gostar de um fraco com crise existencial

domingo, 30 de outubro de 2011

TE AMO ANE!

Peço desculpa a todos, mas preciso usar o espaço deste blog pra declarar o meu amor pela minha ruivinha (aquela que me fez construir tudo isso aqui). Esse blog todo é uma declaração de amor pra ela que venho escrevendo desde 2010, mas este post tem por finalidade deixar claro isso.
Espero que todos busquem o amor de vocês (acredito que cada um tem o seu) e quando encontrarem, nunca mais deixem ele escapar. Façam tudo por ele e estarão fazendo por vocês mesmos. Desejo que todos encontrem a felicidade, encontrando as suas "metade da laranja".
Te admiro demais amor. Obrigado por tudo mesmo e perdão, de verdade.
Você é a pessoa mais linda e importante do mundo.
TE AMO!
 

sábado, 22 de outubro de 2011

Para amar uma ruiva (por Camila Fernandes)

Para amar uma ruiva é preciso haver coração de sobejo.
Não que as ruivas não se amem facilmente. Na verdade, é comum que sejam amadas por muitos. Basta às vezes um só olhar para que isso aconteça.
É que, uma vez acesa a chama, nunca será pequena; será sempre fogo denso, impiedoso, inquisidor.
Portanto, para amar uma ruiva é preciso saber queimar. É preciso brincar sem medo com fogo. E é preciso também respeitá-lo – o fogo que nasce no crânio da ruiva feito cabelo, que lhe afogueia as faces. Um fogo que, quando afrontado, em lugar de aquecer, incinera.
Judas tinha cabelos vermelhos, diz-se; como Esaú também os tinha, e antes dele, Caim. Waterhouse pintou Lamia, lenda de sedução, com cabelos vermelhos; as madeixas com que a Vênus de Boticcelli cobre languidamente o sexo não são de outra cor que não a do fogo. Cor que é certamente um sinal de perigo. Sinal claro de divindade.
Para amar uma ruiva é preciso fitá-la intensamente nos olhos – sejam azuis do mar, verdes dos fiordes ou, mais raramente, castanhos como a terra que os consumirá – e provar-lhe a ausência do medo. Conquistá-la no olhar primeiramente, e só depois no toque – pois tu certamente quererás tocar a pele muito, muito clara, de uma claridade quase ofuscante, mesmo sob o sol maldoso dos trópicos. Quererás isso como teus pulmões querem o ar. Eu sei porque já quis.
Mas, antes disso, terás de provocar seu sorriso, e embora sorrisos sejam fáceis na boca-morango da ruiva, não penses que serão todos teus. Alguns serão da tua tolice, da tua presunção, e estes ela te dará sem cerimônia, sem promessa, sem futuro. Serão paina ao vento, macios e inúteis. O sorriso que queres tomar da ruiva é o do fascínio. Pois ela, que fascina, não quer outra coisa que não ser fascinada. Ela é chama, e para incendiar deve ser alimentada com palavras hábeis, coração honesto, virilidade sem disfarces. É preciso atrevimento, mas nunca certeza; ela é amada por muitos, e pode escolher a quem amar.
Então, quando obtiveres esse sorriso, estarás pronto para amar uma ruiva.
Para isso, começa sempre no beijo, mas que ele não seja sempre nos lábios-cereja, porque o óbvio a mortifica e ela deseja a surpresa, o ato que lhe faça justiça. Que teu beijo, pois, seja às vezes na superfície interna do pulso, onde veias de sangue azul chamam o olhar e provam que a pele é sensível; às vezes, no canto esquecido abaixo da orelha, que não é nem pescoço nem face, nem amor nem desejo – é algo entre mundos, e estar entre mundos é da natureza da mulher de cabelos carmesim, cobre ou dourado-fogo. Fica, pois, entre os mundos dela, como entre os lábios, entre os braços, entre os seios e afinal entre as coxas. Sem pressa, porém; pois para amar uma ruiva é preciso queimar como boa madeira no inverno: por toda uma noite, aquecendo a casa, crepitando baixo, estremecendo sempre até as cinzas.
Para amar uma ruiva é necessário amar-lhe cada sarda, da testa ao ventre, saboreando-as como raspas de canela que temperam a pele-leite.
É preciso consumir-se nos cabelos-labareda.
É preciso afogar-se no sexo, rubro jardim sem espinhos, e santificar seu aspecto perpetuamente virginal, a despeito do pecado, que ela te ensinará a adorar, se já não souberes.
Para amar uma ruiva – e disso sei por já ter amado muitas – é preciso arder com graça.
É preciso amar um pouco o próprio inferno.
Por isso, ruiva, se é que deves mesmo me ferir, sê breve: tenho pressa do paraíso.

Mais textos da Autora em: http://camilafernandes.wordpress.com/

quinta-feira, 26 de maio de 2011