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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Para uma ruiva (de Hermeto Giménez)



O contraste perfeito: Branco, Vermelho e verde; 
O Branco, delicado, como a luz da lua cheia que deixa-me imóvel; 
Os olhos Verdes, da natureza ainda desconhecida, inexplorada, que se tornam azuis trazendo a calmaria de um mar em fúrias e de um céu em paz; 
O cabelo Vermelho, que assim como o sol e o ouro, brilham e se notam de longe a beleza que nasce aos olhos. 
A água gelada que ferve ao seu mais sútil toque; 
O olhar, que atravessa a alma e acorda todos sentimentos ainda desconhecidos; 
As pintas, que brilham em seu rosto sem nenhuma imperfeição, nenhuma nuvem como uma linda noite estrelada; 
A nobreza, a postura, a perfeição; 
a inquietação de meu coração que hoje anda desnudo; 
Esse que toca os sonhos mais animalescos e profundos de um poeta e que desperta um monstro... chamado amor e paixão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ruiva (autor desconhecido)



Fogo a trepidar, labaredas.
A alma excita.
Sol que ilumina, incendeia.
O beijo, o fogo da paixão.
Cabelos vermelhos, soltos,
Liberdade explicita,
Tuas magias.
Ruiva da pele branca,
Perco-me no pensamento,
A imaginar o teu olhar,
Por você, todo o meu sentimento.
És tão rara e única,
Pura e singular,
Eu sou o homem que te venera,
Para sempre vou te amar.
Flor vermelha, excêntrica,
De cheiro superlativo de bom,
Quão linda és,
Hipnotiza, desorienta,
Me faz delirar ao vê-la passar.
Para todo o sempre,
O sonho nunca vai acabar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ode às Ruivas


Uma ruiva é sempre apoteose!
sua palidez quase medida,
seu olhar e seu andar lânguidos,
seu rosto cheio de expressão

Uma ruiva é sempre um presente.
Seus cabelos em fogo,
suas faces coradas,
seu porte de nobreza singela.

Uma ruiva é um sinal dos deuses
de que o mundo há de ser belo.
É um momento de generosidade,
uma epifania estética!

Olhar uma ruiva é torpor.
É arfar e tornar a arfar.
É encantar-se
momentânea e eternamente!

Ver uma ruiva,
em seu passo displicente
(como quem não sabe o que me causa),
é a marca de um bom dia

Uma ruiva alegra meu dia,
com suas sardas e sua aura,
mesmo com a derrota do time
ou a morte do parente.

Essa é uma magia
que só às ruivas pertence
uma ruiva é um momento de encanto
que eu expresso em meu canto

sábado, 26 de maio de 2012

Ruivas (por Aderruan De Marco)


Antes mesmo que o fogo
Saia dos seus cachos fumegantes
Posso ver o desejo subindo pela alma.

Cor indiscreta da paixão humana:
Ardência pura...
Mar de fogo que entranha nas mãos alheias.

Mãos que se permitem ao corpo todo,
Mãos sedentas de fogo e alma.
Ah! As ruivas têm isso!

Sua rebeldia à flor da pele
Arrebata corações desejosos de malícia,
E apaixona os mais insensíveis.

E ainda que seus cabelos não fossem
tão vivos
Ainda haveria a magia do fogo em si.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Realeza (por Filipe Paiva)

Quando menina, princesa
Depois de mulher, rainha
Dona do meu coração
E senhora dos meus pensamentos
Reina sob o meu lar

Seus cabelos ruivos dão um toque altivo
À sua já natural soberania absoluta
Impera sob os meus sentidos
Predominando sobre todas as coisas
E me governa e domina de um jeito que só ela possui
Sou súdito de tamanha beleza
Vida eterna à realeza!!



TE AMO muito, minha Ane

sábado, 10 de setembro de 2011

Poeminha :) (Daniil Harms)


Era um homem ruivo, que não tinha olhos nem orelhas. Também não tinha cabelo, pelo que só convencionalmente se podia chamar ruivo.
Não podia falar, porque não tinha boca. Também não tinha nariz.
Nem sequer tinha mãos, nem pernas. Não tinha ventre, não tinha costas, não tinha coluna vertebral nem quaisquer entranhas. Não tinha nada! Por isso, não se compreende de quem se trata.
É melhor não falarmos mais nele.

(Daniil Harms)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ela Veio.

Ela veio,
toda cheia de si
e tão mais sensual.
Pôs os homens a admirar o rebolado
de suas curvas indômitas
e traiçoeiras,
que se estradas fossem,
veículo algum sairia inteiro.

Hipnotizou homens
e mulheres
e todos os olhares,
embriagados pelo seu falar pélvico,
e fez de todos seus escravos,
e olhos que seguiam o sentido de seus movimentos.
Juntos a bailar,
a esquerda,
a direita
e acima e além.

Todos, sem excessão, renderam-se aos seus encantos.
E sim, amigos e amigas, mesmo ele, todo poderoso,
embriagado pela beleza da ruiva a bailar,
o demônio vendeu sua alma,
e, sem notar, viu-se a gritar a noite.

O demônio, entregue às curvas de uma ruiva apimentada,
fez deus perdido,
sem rumo,
e assim, ambos, morreram de braços dados,
pela beleza de uma mulher
que os puseram a pensar.

E desde então somos assim, todos,
homens, refletidos na imagem divina,
eternos escravos de nossas mulheres
e todas as mulheres,
rendendo-lhes graças
e evitando-lhes a verdade.

E mesmo evitando, sabemos, desde sempre,
que somos, todos, sem exceção, escravos,
escravos delas, elas, nossas deusas,
nós, vossos escravos e sempre,
pra sempre
e nunca mais. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Mulher do Fogo (por Filipe Paiva)

A mulher do fogo vem faceira
Acende, aquece, incendeia
Brilha atrevida
Hipnotiza e derrete corações apaixonados

A mulher do fogo é voraz
Seus cachos vermelhos serpenteiam ao vento
Queima tudo com uma sede audaz.

Quem brinca com ela, arrisca-se
Alguns a atiçam e não conseguem controlar
Não há beleza mais pura,
Não há como escapar
Quando a mulher do fogo chega.
Ela chega pra arrasar.