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terça-feira, 30 de julho de 2013

Os "albinos puros", uma teoria para a origem dos ruivos



foto de tribo isolada na Índia

O historiador romano Cornelius Tacitus (56-118 A.D.) descreve algumas tribos isoladas, localizadas ao norte de Roma como pessoas de "olhos ferozmente claros, cabelos vermelhos, ombros largos e com pouca capacidade de trabalhar sob o sol", sendo que haviam alguns albinos com eles. Eram chamados de "albinos puros".
Posteriormente, estes seriam conquistados pelos romanos, que cultivavam o hábito de matar todos os homens e violentarem as mulheres, engravidando-as desta forma. Todos que nasciam dessas gestações eram considerados escravos e misturados com os demais.
Mas nem todos da tribo foram capturados, muitos fugiram para o norte europeu e para a ilha onde temos a Grã-Bretanha atualmente.
Como parte deste povo foi "absorvido" pelos romanos, isso explica a existência de ruivos e o "clareamento" do povo europeu em geral, que tinha a pele mais escura do que associamos atualmente.
Podemos notar que os ruivos oriundos do norte europeu tendem a ter a pele mais clara que os mais próximos do mediterrâneo.
Posteriormente, já em tempos modernos, foi localizada uma outra tribo isolada no norte da Índia com uma enorme concentração de albinos e ruivos, o que leva a conclusão que a mutação em si tem origem com o isolamento destes albinos.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A distribuição de ruivos na Europa




O mapa mostra a distribuição de ruivos na Europa. Como se pode ver, trata-se de uma distribuição irregular, com elevada presença de ruivos na Irlanda, Escócia e País de Gales, bem como na Rússia, que contam com uma população ruiva que representa mais de 10% da população total. Mas, por outro lado, a maioria das regiões possuem baixíssimo índice de ruivos, sendo a incidência quase nula.
Ainda, é difícil responder a algumas perguntas sobre estes dados genéticos – como o questionamento de que se, no passado, os ruivos já estiveram mais bem distribuídos em toda a Europa ou se sempre estiveram distribuídos dessa maneira como se encontram hoje mostrados no mapa, nunca tendo realmente se espalhado pelo continente europeu.
Importante lembrar que a manifestação fenotípica dos cabelos vermelhos ocorre quando um indivíduo tem dois alelos recessivos para o receptor da melanocortina 1 (MC1R). Este é um tipo de proteína de GPCR (um tipo de proteína que é normalmente encontrado incorporado na membrana de uma célula, e que muitas vezes medeia a transferência de informação a partir do exterior para dentro da célula, ou vice-versa ). O gene para esta proteína encontra-se no cromossoma 16. Em qualquer caso, se você tem os alelos recessivos, você produzirá feomelanina (o pigmento responsável pelos cabelos vermelhos e loiros e tom da pele) e não a Eumelanina (o pigmento marrom/preto). Assim, se o indivíduo tiver um alelo recessivo e um alelo dominante, então, ele não terá o cabelo vermelho (ruivo), muito menos terá se possuir ambos os alelos dominantes.