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sábado, 8 de junho de 2013

Ruivinha cantando Queen of the Night hahaha

Demais as caras e bocas. Essa ruivinha tem personalidade.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Para amar uma Ruiva (por Camila Fernandes)



Para amar uma ruiva é preciso haver coração de sobejo.

Não que as ruivas não se amem facilmente. Na verdade, é comum que sejam amadas por muitos. Basta às vezes um só olhar para que isso aconteça.

É que, uma vez acesa a chama, nunca será pequena; será sempre fogo denso, impiedoso, inquisidor.

Portanto, para amar uma ruiva é preciso saber queimar. É preciso brincar sem medo com fogo. E é preciso também respeitá-lo – o fogo que nasce no crânio da ruiva feito cabelo, que lhe afogueia as faces. Um fogo que, quando afrontado, em lugar de aquecer, incinera.

Judas tinha cabelos vermelhos, diz-se; como Esaú também os tinha, e antes dele, Caim. Waterhouse pintou Lamia, lenda de sedução, com cabelos vermelhos; as madeixas com que a Vênus de Boticcelli cobre languidamente o sexo não são de outra cor que não a do fogo. Cor que é certamente um sinal de perigo. Sinal claro de divindade.

Para amar uma ruiva é preciso fitá-la intensamente nos olhos – sejam azuis do mar, verdes dos fiordes ou, mais raramente, castanhos como a terra que os consumirá – e provar-lhe a ausência do medo. Conquistá-la no olhar primeiramente, e só depois no toque – pois tu certamente quererás tocar a pele muito, muito clara, de uma claridade quase ofuscante, mesmo sob o sol maldoso dos trópicos. Quererás isso como teus pulmões querem o ar. Eu sei porque já quis.

Mas, antes disso, terás de provocar seu sorriso, e embora sorrisos sejam fáceis na boca-morango da ruiva, não penses que serão todos teus. Alguns serão da tua tolice, da tua presunção, e estes ela te dará sem cerimônia, sem promessa, sem futuro. Serão paina ao vento, macios e inúteis. O sorriso que queres tomar da ruiva é o do fascínio. Pois ela, que fascina, não quer outra coisa que não ser fascinada. Ela é chama, e para incendiar deve ser alimentada com palavras hábeis, coração honesto, virilidade sem disfarces. É preciso atrevimento, mas nunca certeza; ela é amada por muitos, e pode escolher a quem amar.

Então, quando obtiveres esse sorriso, estarás pronto para amar uma ruiva.

Para isso, começa sempre no beijo, mas que ele não seja sempre nos lábios-cereja, porque o óbvio a mortifica e ela deseja a surpresa, o ato que lhe faça justiça. Que teu beijo, pois, seja às vezes na superfície interna do pulso, onde veias de sangue azul chamam o olhar e provam que a pele é sensível; às vezes, no canto esquecido abaixo da orelha, que não é nem pescoço nem face, nem amor nem desejo – é algo entre mundos, e estar entre mundos é da natureza da mulher de cabelos carmesim, cobre ou dourado-fogo. Fica, pois, entre os mundos dela, como entre os lábios, entre os braços, entre os seios e afinal entre as coxas. Sem pressa, porém; pois para amar uma ruiva é preciso queimar como boa madeira no inverno: por toda uma noite, aquecendo a casa, crepitando baixo, estremecendo sempre até as cinzas.

Para amar uma ruiva é necessário amar-lhe cada sarda, da testa ao ventre, saboreando-as como raspas de canela que temperam a pele-leite.

É preciso consumir-se nos cabelos-labareda.

É preciso afogar-se no sexo, rubro jardim sem espinhos, e santificar seu aspecto perpetuamente virginal, a despeito do pecado, que ela te ensinará a adorar, se já não souberes.

Para amar uma ruiva – e disso sei por já ter amado muitas – é preciso arder com graça.

É preciso amar um pouco o próprio inferno.

Por isso, ruiva, se é que deves mesmo me ferir, sê breve: tenho pressa do paraíso.

sábado, 23 de abril de 2011

*__*

 Obs: Esse post não tem muito sentido não. Só está aqui porque fiquei encantado com a beleza deste bebê *__*

sábado, 5 de março de 2011

Barbie ruiva ;)

"Existem 3 bilhões de mulheres que não se parecem com modelos e somente 8 que parecem"
Fuja dos padrões. Não aceite rótulos. Se aceite como você é que com certeza as demais pessoas vão lhe ver linda.
Diga NÃO ao preconceito e aceite que cada pessoa é diferente e especial, por isso o nosso mundo é tão bonito :)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As ruivas atentam até o capeta! rsrs

As ruivas são do tipo de mulher que, quando seus pés tocam o chão a cada manhã, o diabo fala :

- "Oh droga, ela acordou!".

As ruivas são as únicas mulheres que CONSEGUEM ATENTAR ATÉ O CAPETA! rs


Boa semana a todos. :)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A mulher ruiva (por Willian G.)

A mulher ruiva é complexa. Se ela não nasceu com o cabelo vermelho, ela pinta. Pinta para mostrar fora o que tem dentro dela: um vulcão em erupção. Pronto para explodir. Pronto para dizer que dentro desse corpo bate forte um coração. A mulher ruiva tem dentro de si um pouco do mundo. Tem angustia, decepções, sonhos, amores, dores.
A mulher ruiva é determinada. Luta pelo que quer, independentemente do que vier. Sendo desse jeito, é óbvio que assusta os homens. Só sendo muito macho para agüentar a mulher ruiva. Para agüentar uma mulher de peito. Que preenche seu tempo livre com arte, literatura, exposições, cinema, música. Todas essas coisas que só reforçam seu estilo de ser, e que só mantém o fogo aceso.
A mulher ruiva acredita em príncipes encantados. Embora saiba que vive na realidade, e ele não pulará dos livros. Sabe que sua vida amorosa não é um conto de fadas. Pode ou não saber que, em partes, é sua culpa. Ela não deixou ninguém interferir em sua vida. Não abriu mão de nada por ninguém. O amor só sobrevive à base de concessões. E isso ela esqueceu de aprender.
Enquanto a morena é para casar, tantas decepções amorosas fazem parte do currículo da mulher ruiva que ela não sabe se o casamento foi feito para ela. Enquanto a loira faz as cabeças dos homens, a mulher ruiva faz questão de não ser somente um casinho passageiro na vida desses canalhas. A mulher ruiva só está sozinha por ser exigente demais. Está sozinha porque descobriu em si sua melhor companhia.
A mulher ruiva é como um palito de fósforo. Se você quiser, ele pode criar fogo. Se você quiser, ela pode queimar tudo. No fundo, ela é só uma menininha frágil que tenta se proteger de tudo. Tão frágil e com tanto medo de se quebrar que ela se tornou ruiva. A mulher ruiva não é só a cor de seu cabelo, é um estado de espírito. Ela é você. Ela sou eu. Existem várias espalhadas por aí.

Mais textos do mesmo autor em: http://silenciosaspalavras.blogspot.com

domingo, 24 de janeiro de 2010

Fanny Cornforth

Quando pensamos nas mulheres pré-rafaelitas, por que tranças ruivas vêm tão naturalmente?
Dante Gabriel Rossetti escreveu “A boca que foi beijada não perde seu frescor; renova-se, como o faz a lua” nas costas do quadro Bocca Baciata. A modelo que pousou para este bem conhecido quadro era Fanny Cornforth, nascida Sarah Cox, nos arredores de Londres, em 1824.
Fanny é a representação da ruiva ideal. Ela trocou o interior pela excitação e pelo brilho de Londres. Era confiante e levava uma vida sexual avantgarde, sem se importar com os boatos de sua vida como prostituta, comum e controversa para a sociedade da época. Contudo, não era “boa sociedade” que ela procurava, mas a companhia de boêmios, jovens artistas cheios de vigor desafiando os movimentos artísticos da época. Londres no século XIX era um centro de atividades sociais e historicamente, é o preíodo da Irmandade Pré-Rafaelita, uma fraternidade de pintores, poetas e críticos que reagiam violentamente às convenções vitorianas de arte, produzindo trabalhos românticos e mitológicos.
Vivaz e audaz, Fanny adorava proteger e adular seus jovens amigos artistas em troca de seus favores e presentes. Com a ajuda deles, ela pôde criar um refúgio para os artistas e fez uma bela vida pra si em Londres, sem mencionar a notoriedade que ela indubitavelmente criou para si mesma lá. Ela eventualmente posava para Rossetti. Diz-se que ela chamou a atenção dele pela primeira vez atirando nozes no pintos em Cremhorne Gardens.
Gosto de imaginar que ele viu em seu longo cabelo vermelho e em sua personalidade única o símbolo de uma mulher livre de todas as convenções e inibições. Pouco se sabe sobre Fanny. Informações sobre sua vida são esparsas, então ela permanece enigmática como em muitos quadros de Rossetti: uma mulher sexualmente realizada, cheia de mistério, desacorrentada das expectativas da sociedade. Poucas informações restaram sobre o relacionamento dos dois, apenas sabe-se que ela permaneceu como companheira e governanta de Rossetti na velhice.
Embora fosse uma modelo muito mais controversa que Elizabeth Siddal ou Jane Morris, Fanny não foi simplesmente objeto dos melhores trabalhos de Dante, mas parece que foi esquecida antes da hora. Ela posou como “Lady Lilith”, a primeira esposa de Adão na mitologia judaica e encarnação da luxúria. “Sibylla Palmifera” foi concebida em oposição a “Lady Lilith” e pintada tendo como modelo Alexa Wilding. Representava “A Beleza da Alma”,um soneto que Rossetti escrevera acompanhando o quadro. A modestamente vestida Sibila está em um tempo rodeada pelos emblemas do amor (Cupido), Morte (Caveira) e Mistério (Esfinge) . Em contraste, Lilith se amidra num espelho, o atributo da vaidade. Inicialmente o contraste entre as duas pinturas era bem marcado, mas em 1872-3 Rossetti trobou a cabeça de Fanny pela de Alexa a pedido de um comprador e o conceito original foi destruído. Eal é a suntuosa e convidativa mulher em pinturas como “Bocca Bocacia” “Lady Lilith”, “Blue Bower” e outras.