quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ruivos Precisam de Mais Cuidados



A maior suscetibilidade ao câncer de pele não depende apenas da exposição à radiação ultra violeta.
As pessoas de pele branca e cabelos vermelhos sabem – às vezes devido a dolorosas experiências – que são mais suscetíveis aos efeitos danosos dos raios ultravioletas do Sol, incluindo queimaduras, envelhecimento da pele e um risco maior de cânceres de pele. Mas um estudo publicado em 2 de novembro na Nature sugere que, em ratos, o pigmento responsável por essa coloração tem um papel no desenvolvimento do melanoma.
“Existe algo no contexto genético dos ruivos que se comporta de maneira carcinogênica, independentemente dos raios UV”, aponta David Fisher, biólogo especializado em câncer do Hospital Geral de Massachusetts em Boston, que conduziu o estudo. “Isso significa que proteger-se contra os raios UV não seria o bastante”.
Se comparados a pessoas com peles mais escuras, quem tem a pele clara e sardenta, e cabelos vermelhos, produz uma forma diferente do pigmento melanina. Essa forma vermelho amarelada, chamada de feomelanina, é menos eficaz em proteger a pele de danos provocados por raios UV que a forma mais escura, a eumelanina. A diferença é produzida por uma mutação no gene MC1R.
Há várias indicações que o maior risco de melanoma em ruivos não se deve apenas à exposição aos raios UV. Fisher e sua equipe quiseram investigar o contexto molecular desse risco maior.
Os pesquisadores observaram o desenvolvimento de melanomas usando modelos de ratos de pele cor de oliva, ruivos e albinos. O último grupo tinha o mesmo background genético dos ratos de pele mais escura, mas não tinha a enzima necessária para sintetizar a melanina. Os pesquisadores também modificaram os genes de cada grupo para que eles fossem mais suscetíveis a desenvolver verrugas benignas que, de acordo com Fisher, é um provável sinal do desenvolvimento de melanomas. 
Sem necessidade de luz solar
Os pesquisadores planejaram expor os ratos à luz UV e monitorar diferenças no desenvolvimento de melanomas. Antes de da exposição, no entanto, aproximadamente metade dos ratos ruivos já havia desenvolvido melanomas. Fisher declara que ele e sua equipe ficaram chocados. “A primeira coisa que fizemos foi levar um medidor de raios UV para o laboratório para nos certificarmos de que não havia nenhum raio UV sendo irradiado pelas lâmpadas, ou coisa assim”, explica ele. “E não havia”.
Os pesquisadores sugerem que o maior risco de melanoma poderia ter algo a ver com o processo de produção do pigmento, ou um subproduto dele, em células que contêm melanina, chamadas de melanócitos.
Eugene Healy, dermatologista clínico da University of Southampton, no Reino Unido, observa que apesar de o mecanismo ser interessante, é provavelmente uma causa menos comum de melanoma que a radiação UV. De fato, no Reino Unido, 8 de cada 10 casos de melanoma se devem à exposição a raios UV. Em humanos, a maioria dos melanomas se desenvolve na pele que recebe luz solar. “Quase nunca vemos melanomas, por exemplo, nas nádegas”, aponta Healy.
Para complicar tudo, um dos estudos do próprio Healy, publicado em 2010, sugere que a feomelanina poderia proteger contra os efeitos da radiação UV em outro tipo de células da pele, o queratinócito.
A mensagem de tomar cuidado com o sol não muda por causa dos últimos resultados. “O UV está ligado de maneira muito convincente à formação da maioria dos tipos de câncer de pele”, lembra Fisher. “Uma das mensagens mais importantes dessa pesquisa é evitar a suposição de que os raios UV não são perigosos”. Ele ainda adiciona que é possível que a exposição a raios UV piore o mecanismo carcinogênico do pigmento vermelho.
Healy está se esforçando para evitar provocar alarme entre as pessoas de compleição clara. “Seja qual for o risco, ele sempre esteve lá. Mas nós não vemos muitos melanomas espontâneos em ruivos, então não deveríamos enviar-lhes uma mensagem preocupante”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bebês ruivos *__*

(ideia da Luciana Lisboa)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Para amar uma Ruiva (por Camila Fernandes)



Para amar uma ruiva é preciso haver coração de sobejo.

Não que as ruivas não se amem facilmente. Na verdade, é comum que sejam amadas por muitos. Basta às vezes um só olhar para que isso aconteça.

É que, uma vez acesa a chama, nunca será pequena; será sempre fogo denso, impiedoso, inquisidor.

Portanto, para amar uma ruiva é preciso saber queimar. É preciso brincar sem medo com fogo. E é preciso também respeitá-lo – o fogo que nasce no crânio da ruiva feito cabelo, que lhe afogueia as faces. Um fogo que, quando afrontado, em lugar de aquecer, incinera.

Judas tinha cabelos vermelhos, diz-se; como Esaú também os tinha, e antes dele, Caim. Waterhouse pintou Lamia, lenda de sedução, com cabelos vermelhos; as madeixas com que a Vênus de Boticcelli cobre languidamente o sexo não são de outra cor que não a do fogo. Cor que é certamente um sinal de perigo. Sinal claro de divindade.

Para amar uma ruiva é preciso fitá-la intensamente nos olhos – sejam azuis do mar, verdes dos fiordes ou, mais raramente, castanhos como a terra que os consumirá – e provar-lhe a ausência do medo. Conquistá-la no olhar primeiramente, e só depois no toque – pois tu certamente quererás tocar a pele muito, muito clara, de uma claridade quase ofuscante, mesmo sob o sol maldoso dos trópicos. Quererás isso como teus pulmões querem o ar. Eu sei porque já quis.

Mas, antes disso, terás de provocar seu sorriso, e embora sorrisos sejam fáceis na boca-morango da ruiva, não penses que serão todos teus. Alguns serão da tua tolice, da tua presunção, e estes ela te dará sem cerimônia, sem promessa, sem futuro. Serão paina ao vento, macios e inúteis. O sorriso que queres tomar da ruiva é o do fascínio. Pois ela, que fascina, não quer outra coisa que não ser fascinada. Ela é chama, e para incendiar deve ser alimentada com palavras hábeis, coração honesto, virilidade sem disfarces. É preciso atrevimento, mas nunca certeza; ela é amada por muitos, e pode escolher a quem amar.

Então, quando obtiveres esse sorriso, estarás pronto para amar uma ruiva.

Para isso, começa sempre no beijo, mas que ele não seja sempre nos lábios-cereja, porque o óbvio a mortifica e ela deseja a surpresa, o ato que lhe faça justiça. Que teu beijo, pois, seja às vezes na superfície interna do pulso, onde veias de sangue azul chamam o olhar e provam que a pele é sensível; às vezes, no canto esquecido abaixo da orelha, que não é nem pescoço nem face, nem amor nem desejo – é algo entre mundos, e estar entre mundos é da natureza da mulher de cabelos carmesim, cobre ou dourado-fogo. Fica, pois, entre os mundos dela, como entre os lábios, entre os braços, entre os seios e afinal entre as coxas. Sem pressa, porém; pois para amar uma ruiva é preciso queimar como boa madeira no inverno: por toda uma noite, aquecendo a casa, crepitando baixo, estremecendo sempre até as cinzas.

Para amar uma ruiva é necessário amar-lhe cada sarda, da testa ao ventre, saboreando-as como raspas de canela que temperam a pele-leite.

É preciso consumir-se nos cabelos-labareda.

É preciso afogar-se no sexo, rubro jardim sem espinhos, e santificar seu aspecto perpetuamente virginal, a despeito do pecado, que ela te ensinará a adorar, se já não souberes.

Para amar uma ruiva – e disso sei por já ter amado muitas – é preciso arder com graça.

É preciso amar um pouco o próprio inferno.

Por isso, ruiva, se é que deves mesmo me ferir, sê breve: tenho pressa do paraíso.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ruivos são comuns na Escócia devido ao clima.


Entre 1% e 2% da população do planeta é formada por ruivos. Contudo, na Escócia, essa cor de cabelo é mais comum - chega a 13% da população, ou 650 mil pessoas. O motivo para os ruivos serem mais comuns em terras escocesas é discutida por cientistas. Agora, Alastair Moffat, diretor projeto ScotlandsDNA, afirma que o motivo é o clima. As informações são do Daily Mail.
O estudo genético tenta fazer um "mapa dos ruivos" nas ilhas britânicas, para tentar descobrir quantas pessoas carregam o gene que dá a cor característica ao cabelo. Moffat, contudo, já disse na quarta-feira sua própria teoria: "Eu acho que tem a ver com a luz do sol. Todos nós precisamos de vitamina D do sol, mas a Escócia é muito nublada."
Segundo o pesquisador, a pele mais clara dos ruivos ajudaria a absorver mais luz do sol e, portanto, produzir mais vitamina D. Os ruivos têm um gene recessivo no cromossomo 16. O cientista diz que, apesar de alertas de que a população de ruivos pode diminuir até o ponto de desaparecer, isso deve levar muitas gerações para ocorrer.

domingo, 20 de janeiro de 2013

RUIVOSMANIA no Facebook ;)

Agora você também pode curtir o RUIVOSMANIA no Facebook. É só acessar e curtir a página, sugerir matérias, deixar mensagens, postar fotos. 
Lá tudo o que se refere ao universo ruivo será bem-vindo. :)
Você que é ruivo ou você que ama ruivos participe e compartilhe essa ideia. ;)
 
O Link da página é esse: http://www.facebook.com/ruivosmania
 
Filipe Paiva


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quando o assunto é traição as ruivas ficam em 2º lugar


As loiras, tão famosas por deixarem os homens perdidamente apaixonados, costumam trair mais que as outras mulheres. É o que afirma uma pesquisa feita pelo site CheaterVille, espécie de rede social temática sobre as puladas de cerca.
Mas antes de tudo, vamos aos números. Segundo a pesquisa do site, entre as mulheres que confessaram ter traído um parceiro, 42% eram loiras. As ruivas – tão raras – apareciam em segundo lugar, com 23%. Fechando a lista, aparecem as moças de cabelos castanhos (20%) e pretos (11%).
Entre os homens, a coisa se inverte. Os espertões de cabelos castanhos são os que mais assumiram traições (40%). Na sequência vinham os homens de cabelos preto (32%), loiros (20%) e, finalmente, os ruivos (5%).

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bebê de Kate Middleton tem grandes chances de nascer ruivo


Como qualquer outro casal que espera seu primeiro filho, Kate Middleton e o príncipe William já devem estar pensando nos traços físicos de cada um que o bebê vai herdar. Para aumentar a expectativa, cientistas britânicos fizeram um estudo e revelaram que a criança tem grandes chances de nascer ruiva, igual ao tio, o príncipe Harry. 
Os pesquisadores testaram mais de cinco mil pessoas na Grã-Bretanha junto ao DNA ancestral e chegaram à conclusão de que 38,3% da população do país tem genes de cabelo vermelho, mesmo que muitas vezes não saibam disso. Para a criança nascer com os fios ruivos, os pais devem ser portadores desses genes. O que, certamente, foi o caso do príncipe Charles e da princesa Diana ao terem Harry. 
"Após as pesquisas, chegamos à conclusão que o príncipe William tem 67 % de ser portador de gene variante. Já Kate tem 38,3%. Fazendo a média sobre esses números, a chance do bebê real nascer ruivo é de 52%", revelou o diretor da pesquisa para o jornal “Daily Mail”. 

MAIS DO ESTUDO 
O Instituto de DNA Britânico, responsável pela pesquisa sobre o bebê real, revelou também os seguintes números: 
- Apenas 5% da população britânica (cerca de 3, 132 milhões de pessoas) tem os cabelos vermelhos; 
- 24 milhões de pessoas no país são portadoras do gene do cabelo ruivo, embora muitas não sabem nem que ele exista; 
- Em contrapartida, o percentual da população mundial composta por ruivos é muito baixo: varia de 1% a 2%. 

(particularmente eu não acredito nesta matéria no tocante ao percentual de chances de o bêbê do casal nascer ruivo. Ela é meio furada, porque se utiliza de uma média maluca para se chegar a um índice absurdo, mas postei pelo restante das informações sobre os índices de ruivos na Inglaterra). 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"I collect gingers" - Eu coleciono ruivos


Anthea Pokroy é uma artista de cabelos de fogo, residente em Joanesburgo, África do Sul, que teve uma ideia bem legal: ela coleciona ruivos. 
O Projeto da Anthea, “Eu coleciono ruivos” (I collect gingers) começou em 2010, quando ela decidiu reunir em uma verdadeira coleção mais de 500 ruivos, com belezas de todo o mundo, e imortalizá-los através da arte da fotografia. 
A partir daí, o seu objetivo era o de explorar o "outro lado" da ruivisse e celebrar a sua beleza, a experiência dividida entre ruivos quando se encontram, incluindo a sua capacidade de falar por horas a fio sobre como é a vida de um ruivo. 
Em um contexto histórico de opressão e discriminação, “Eu coleciono ruivos” olha os ruivos como uma auto-identificada "raça", e explora a história por trás da discriminação contra aqueles que têm o cabelo naturalmente vermelho. 
Anthea fotografou parte de sua "coleção" em toda a África do Sul, mas também fotografou na Holanda durante o Redheadday 2012, onde Anthea hospedou-se numa tenda de fotografia para tirar fotografias de ruivos em grande quantidade para adicioná-los à sua coleção. 
E, dois anos e meio mais tarde do início de tudo, o trabalho de Anthea será apresentado em sua exposição de estréia solo, no Circa Gallery, em Joanesburgo, de 17 de janeiro até 2 de março de 2013. 

Todas as fotos podem ser vistas no site: www.icollectgingers.com.

Abaixo um vídeo da artista explicando o porquê coleciona ruivos. (áudio em inglês)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Loiras ganham mais dinheiro por ano do que morenas e ruivas, mostra pesquisa



Uma pesquisa realizada pela rede de lojas Superdrug apontou que as loiras ganham £600 (cerca de R$ 1.550) por ano a mais que morenas ou ruivas. A pesquisa ouviu três mil mulheres que trabalham e que, embora ganhem mais, não acham que são levadas a sério no trabalho — posto já ocupado pelas morenas, já que oito entre dez se orgulham disso. Já as ruivas mudam de emprego regularmente à procura de melhores salários, cargos ou condições de trabalho.
O estudo aponta ainda as morenas como mais estáveis, já que permanecem mais tempo nas empresas; as louras como mais sociáveis pois valorizam o relacionamento com os clientes e se preocupam com o reconhecimento dos colegas de trabalho; e ruivas como trabalhadoras ambiciosas que não se importam de levar trabalho para casa.
No quesito escolaridade, as louras também saem na frente com mais títulos que morenas ou ruivas. — Esta pesquisa ressalta que a cor dos cabelos pode ter um efeito dramático na vida da mulher, que está sempre procurando inspiração.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ruiva (autor desconhecido)



Fogo a trepidar, labaredas.
A alma excita.
Sol que ilumina, incendeia.
O beijo, o fogo da paixão.
Cabelos vermelhos, soltos,
Liberdade explicita,
Tuas magias.
Ruiva da pele branca,
Perco-me no pensamento,
A imaginar o teu olhar,
Por você, todo o meu sentimento.
És tão rara e única,
Pura e singular,
Eu sou o homem que te venera,
Para sempre vou te amar.
Flor vermelha, excêntrica,
De cheiro superlativo de bom,
Quão linda és,
Hipnotiza, desorienta,
Me faz delirar ao vê-la passar.
Para todo o sempre,
O sonho nunca vai acabar.