terça-feira, 19 de abril de 2011

Geneticamente falando, como faço pra ter filhos ruivos?



Como abordado em post anterior, para uma criança nascer ruiva, tanto o pai quanto a mãe necessitam ter o “gene ruivo”, não precisando necessariamente que sejam ruivos (por isso que muitos ruivos não sabem bem de onde vieram, pois muitas vezes os pais tem cabelos castanhos ou loiros rs). Quando os pais não são ruivos significa que cada um tem o gene ruivo, mas não são ruivos por serem Heterozigotos = "Aa" (o corpo manifesta o gene predominante, que no caso é o "A", e o recessivo é o "a", responsável pelo rutilismo).

25% de chances
Os ruivos são Homozigotos = "aa" (têm os genes iguais). Então, se um ruivo quiser ter um filho ruivo têm que ter esse filho com uma mulher, no mínimo, "Aa". E nesse caso as chances são de 50% de o bebê nascer com os cabelos de fogo.
 50% de chances
Mas se você ruivo ("aa") não quer dúvidas e pretende ter certeza de que o seu filho vai nascer ruivo, basta ter uma parceira também ruiva (“aa”).
100% de nascer ruivo
Sinto informar aos portadores dos genes "AA" (ex: negros, orientais...) que a chance de ter um filho ruivo é praticamente nula, mesmo apelando e casando com um ruivo, o máximo que vocês podem conseguir é ter filhos Heterozigotos ("Aa"), ou seja, bebês não-ruivos! Mas aí vai pintar uma esperança de quem sabe ser abençoado com um netinho ruivo ;) (tome isso como um investimento para o futuro rs).
Nenhuma chance de nascer ruivo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Existem ruivos sem sardas?

Sim, claro! No post anterior postei sobre sardas e a Daniella Baroni me disse que todos desconfiavam da sua ruivisse, porque ela não tem sardas.
Como dito em posts anteriores, um efeito colateral da mutação nos cromossomos que formam o par 16 é o surgimento de sardas, que nada mais são do que manchas causadas pelo aumento de concentração de melanina em certas partes do corpo. As “pintinhas” são uma resposta da pele à agressão do sol. Ela se pigmenta para bloquear a penetração dos raios solares.
Assim, essas pintinhas podem se intensificar ou reduzir de acordo com a exposição ao sol que o ruivo mantém, por razão de as sardas serem uma proteção da pele (muito clara) contra os raios UVA.
Mas ruivos naturais que não possuem sardas (mas são propensos a ter) existem! Devido à cuidados excessivos com a pele e pouca exposição ao sol ao longo de sua vida. Logo, quanto mais cuidados, menos sardas.
O Kyle não possui nenhuma sarda
O episódio Ginger Kids da série South Park tocou no tema em tom de brincadeira, fazendo distinção entre os ruivos com sardas e os ruivos sem sardas. Os últimos seriam conhecidos como “Day-walkers”, numa alusão aos vampiros que andam de dia sem se queimar kkkkkk
Kyle sem chapéu - um legítimo Day-walker
Um exemplo de Day-Walker, além da Dani (rs), é o personagem Kyle Broflovski do South Park, que nunca tira o chapéu, mas que num dos poucos vacilos conseguimos perceber a sua ruivisse.
 O bom mesmo é se cuidar! Estejam sempre com um protetor solar fator 1.000.000 em mãos rsrs

domingo, 10 de abril de 2011

CONCURSO - Quem tem o mais lindo CABELO RUIVO?

Concurso de Cabelos Ruivos
Parabéns a todas as meninas que participaram
e um Parabéns especial à ganhadora, Susanne Roosch!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sardas - tudo sobre essas pintinhas (Larissa Drumond)

As sardas – também chamadas de efélides – são pequenas manchas amarronzadas em áreas expostas ao sol, sobretudo no rosto, nos ombros e nas mãos. O principal gerador dessas lesões são os raios UVA, responsáveis pelo aumento da formação de melanina e, consequentemente, pela pigmentação. 
Os ruivos têm sardas desde o nascimento devido à pele muito clara. O bronzeamento é, na verdade, uma forma de proteção contra a exposição solar intensa, fazendo com que a pele apresente uma coloração mais escura e homogênea. Como os ruivos não têm a capacidade de ficarem bronzeados, surgem essas manchinhas pontuais.
Juliana Mosca, 21 anos, que o diga! Ela tem os cabelos alaranjados e sardas desde que nasceu. “Elas sempre estiveram presentes na minha vida, mas quando tomo sol, aumentam muito. Não param nunca”, brinca. Suas pintinhas não eram muito bem-vindas, mas se acostumou quando viu que não havia saída. “Desde criança, eu odeio; hoje já me acostumei, mas gostaria de não tê-las. Eu tenho no rosto, nos joelhos, nos cotovelos e algumas nos ombros”.
"É preciso ter um cuidado maior até os três anos de vida, procurando a orientação de um dermatologista para indicar o protetor solar com o fator adequado e usando mecanismos de proteção, como camisa de manga comprida e chapéu. Os melhores horários para tomar sol é durante a manhã, bem cedo, e no fim do dia”, explica Andréia Mateus, coordenadora do departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Gabriella Moura, 20 anos, nasceu sem sardas, mas as adquiriu aos quatro anos, quando seus pais a levaram à praia e não passaram protetor solar. “Tenho no rosto e no colo, tanto que, quando saio ao sol, sempre passo filtro, senão aparecem ainda mais”, conta. Nos tempos do colégio, quando recebia apelidinhos, não era muito fã delas, mas aprendeu a aceitá-las e, melhor ainda, a adorá-las. “Por questões de estética, eu achava mais bonito ter um rosto limpo; mas, com o tempo, vi que precisava me aceitar do jeito que eu sou, afinal, elas fazem parte de mim. Hoje, eu acho bonito e reparei que muitas mulheres que admiro também têm sardas, como Gisele Bündchen e a atriz Julianne Moore”.
“Para prevenir as efélides, é essencial o uso de filtro solar com fator muito alto, de preferência acima de 30. Para removê-las, usamos clareadores locais, à base de ácido ou não, e laser – Luz Intensa Pulsada –, aparelho que emite luz e chamusca a mancha para fazer com que ela desapareça. Ela some, mas se a pessoa tomar sol, outras podem aparecer na mesma região”, esclarece a profissional.
As sardas estão livres de qualquer suspeita de câncer, mas as pintas – também chamadas de nevos – precisam ser avaliadas. “Se apresentarem duas cores diferentes, forem irregulares e mais altas, é necessário fazer um exame, chamado dermatoscopia, analisar se precisam ser retiradas ou não, para que não se transformem num melanoma [câncer de pele]”, afirma Dra. Andréia Mateus.
“Fico feliz quando as minhas sardas não aparecem nas fotos”, revela Juliana, que aproveita base, corretivo e pó compacto para esconder o que pode. Gabriella acha suas pintinhas um charme e confessa que elas atraíram seu namorado. “Eu não as escondo, elas estão no meu rosto para quem quiser ver. Como são marrons, umas mais escuras que as outras, passo pó apenas para deixá-las com um tom mais uniforme”, aconselha. 
Você tem sardas? Faz com que elas fiquem ainda mais charmosas ou prefere escondê-las? Comente!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ela Veio.

Ela veio,
toda cheia de si
e tão mais sensual.
Pôs os homens a admirar o rebolado
de suas curvas indômitas
e traiçoeiras,
que se estradas fossem,
veículo algum sairia inteiro.

Hipnotizou homens
e mulheres
e todos os olhares,
embriagados pelo seu falar pélvico,
e fez de todos seus escravos,
e olhos que seguiam o sentido de seus movimentos.
Juntos a bailar,
a esquerda,
a direita
e acima e além.

Todos, sem excessão, renderam-se aos seus encantos.
E sim, amigos e amigas, mesmo ele, todo poderoso,
embriagado pela beleza da ruiva a bailar,
o demônio vendeu sua alma,
e, sem notar, viu-se a gritar a noite.

O demônio, entregue às curvas de uma ruiva apimentada,
fez deus perdido,
sem rumo,
e assim, ambos, morreram de braços dados,
pela beleza de uma mulher
que os puseram a pensar.

E desde então somos assim, todos,
homens, refletidos na imagem divina,
eternos escravos de nossas mulheres
e todas as mulheres,
rendendo-lhes graças
e evitando-lhes a verdade.

E mesmo evitando, sabemos, desde sempre,
que somos, todos, sem exceção, escravos,
escravos delas, elas, nossas deusas,
nós, vossos escravos e sempre,
pra sempre
e nunca mais. 

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Bárbara Ruiva" 8)

Excerto do conto "Bárbara Ruiva", um inédito da autoria de Rómulo de Carvalho, recentemente publicado pela Página a Página, onde o autor, o professor de Físico-Química que haveria de adoptar o pseudónimo de António Gedeão, narra o encontro com Bárbara:
"Ela tinha os cabelos ruivos, ondulados com suavidade, soltos e sedosos. As poeiras, intensamente iluminadas, bailavam-lhe em torno e ganhavam a dulcíssima tonalidade ruiva. Na concavidade das ondulações breves, o Sol escorria e parecia acomodar-se em nichos de luz mais discreta. Um halo vaporoso espiritualizava-lhe os contornos e fazia perceber suavíssima penugem que faiscava com tons metálicos de cobre.
Ela falava, de costas para mim, e, de vez em quando, movia a cabeça ao sabor da conversa. Cada movimento daquela cabeça sobrenatural enchia de confusão o mundo luminoso das poeiras. Os grãozinhos projectavam-se a distância, salpicavam a luz, revoluteavam em turbilhões doidos, atropelavam-se, chocavam-se e, pouco a pouco, procuravam o equilíbrio perdido, aquietavam-se, refluíam para os fios ruivos do cabelo.
(...) Decerto um feixe de cabelos lhe caiu sobre os olhos, pois vi, na faísca fulgurante de luz, uma pequena mão que se levantou à altura da testa e afastou a fiada ruiva. Foi tão grande o alvoroço de poeiras que as vi disparar, vertiginosamente, em linhas rectas, como saltam as partículas incandescentes duma fogueira que se espalha com os pés. Deve ser assim o deflagrar dos sóis que enxameiam o universo. Aquele, era um sol de cobre. A minha cara, quase na obscuridade, devia ter a tonalidade ruiva. Sentia-a nos olhos, nas faces, nas mãos e em tudo o que me rodeava. A cabeça dela cortava totalmente o feixe de luz que incidia naquele mar de fogo e se reflectia abertamente sobre mim, me aquecia e me narcotizava".

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Globo precisa dos Ruivos!!

A Rede Globo está produzindo um programa chamado Batendo Ponto, que estréia agora, dia 03 de abril.
O programa precisa de RUIVOS E RUIVAS, porém está com uma dificuldade danada para encontrá-los (Criança é mais difícil ainda!) Quem quiser participar da seleção para o programa é só mandar um e-mail com foto para o produtor Wellington (welingtonborges@globo.com), colocando como assunto do e-mail a palavra “Ruivos”. 
Tem mais, se você escrever dizendo que faz parte do Movimento Vermelho, da peça Os Ruivos,  você ganha 20% a mais no cachê.




Participe e se torne um artista global :)

sábado, 19 de março de 2011

Cabelos em chamas (por Ivan Lessa)

Chamávamos de “Ferrugem”. Ou então “Russo”. Lembro-me de um “Polaco” e um “Judeu”.

Não foram muitos os meninos ruivos que passaram por minha infância e juventude e eu pela deles. Não havia maldade nos apelidos. Eu diria até que beiravam o carinhoso.
Uma vontade de que enturmassem, ficassem à vontade, topassem pegar no gol na hora da pelada. De que nos chamariam eles, na doce intimidade de seus lares (sempre misteriosos, sempre estrangeiríssimos)? “”Caboclo”, “Mameluco”, “Bola Sete”, “Tição”. Por aí, quero crer. Estariam certos, cobertos de razão.
Uma coisa descobrimos logo: eram poucos os ruivos de nosso conhecimento. Tinha no cinema americano. De estalo, lembro-me de Dennis O´Keefe e Van Johnson.
Havia algo meio ridículo no fato de um homem adulto ser ruivo e, além do mais, o cinema querer nos enganar ser possível uma mulher se apaixonar pelo “cabeça de cenoura” em questão.
Esther Williams apaixonada por Van Johnson? Ora, não chateie, leão da Metro, vá rugir lá para suas – perdão, era expressão – nêgas. Eleonor Parker, Rhonda Fleming, Jeanne Crain e Arlene Dahl, tudo bem. A ruivez das atrizes citadas, era um poderoso afrodisíaco que nos transportava a um instigante mundo de indagações, eróticas todas.
De repente, nos vemos de calças compridas e estamos conhecendo o mundão. E algumas – novo perdão, leitor – mundanas.
Enfim, uma ruiva autêntica, dizemos um belo dia e vamos comemorar e rememorar no boteco da esquina contando tudo tim tim por tim tim para o companheiro ainda não-iniciado mas em vias, em vias…
Depois, como em todo depois, a vida se normaliza e, como no verso de Drummond, parafraseando, passamos às morenas ou, se for o caso, aos morenos como vocês.
O carnaval não mente. Quem se lembrar de uma marchinha louvando os encantos da ruivinha ganha um doce de abóbora com coco, daqueles bem ruivos.
Loirinha, mulata, morena, estavam todas lá, de odalisca ou pescadora, nos tentando no meio do salão. Ruivinhas? Jamédelavi, para cunhar uma expressão.
Além do mais, havia (mais um) preconceito: ruivo e ruiva vinha invariavelmente com sardas e sardas, sabíamos, nem pensar. A não ser… Mas eu já bati nessa tecla perigosa, deixa pra lá.
O cerne ruivo da questão
Todas essas memórias e pensamentos despropositados ocorrem-me por ter me dado à pachorra de ler um artigo enorme sobre as recentes provas científicas, baseadas em genes geniais, e outras bolações mais diabólicas que o YouTube, com ou sem a Cicarelli, na praia ou ao fogão, provas científicas, dizia eu, que os primeiros bretões da Grã-Bretanha eram ruivos até a raiz de seus cabelos, como é natural (foi há mais de 30 mil anos, ainda não se pintavam os cabelos).
A questão provada por D mais N e mais A não chegou a abalar as instituições das ilhas, que nunca deram muita pelota para esse negócio de ruivez.
Como um preconceito, ou idéia recebida, para ser menos cruel, faz parte do DNA humano, sempre deixaram a coloração essa (também chamada de “ginger”) para os escoceses. Era uma generalização a mais. Melhor que servir de sargento no Iraque ou Afeganistão.
Vocês não estão familiarizados com a “disfunctional” família Simpson, mesmo dublada para “desfuncional”? Lembram do Zelador, o Willy? Mais escocês só o uísque Buchanan's. Assim caminha a humanidade. Agora, quanto aos carecas… (aguardem futura análise e crítica)