sábado, 2 de outubro de 2010

As ruivas tem alma?

Há um ataque vil contra os cabelos cenouras e as peles sardentas.
(Luis Pedro Nunes)


A primeira ruiva por quem me apaixonei foi, sem dúvida, Jessica Rabbit. Depois baixei as minhas expectativas e caí de borco por Nicole Kidman em "Dead Calm" e não deixei de sentir alguma afinidade pelo tarado que atacava o iate para tentar ficar com ela. Nicole estava deslumbrante com as sardas a destacarem-se na pele bronzeada e os caracóis a encandear-nos pelo sol claustrofóbico... Desculpem, divago. Na Vénus de Botticelli lembro os cabelos flamejantes e mesmo nos filmes a preto e branco fico hipnotizado pelas tonalidades fogo de Katharine Hepburn. Tendo efetuado esta discreta declaração de interesses é com pasmo e consternação que fiquei a saber que os ruivos e ruivas são objeto de discriminação e "racismo" nos EUA. Os cenouras "não têm alma!" - o gozo é tal que osgingers se estão a revoltar.
Andamos de novo pela Europa às voltas para tentar compreender e racionalizar o modo como facilmente nos fechamos perante o estranho, o cigano e o árabe e dizemos que talvez se deva ao desconhecimento cultural, à não integração, ao choque dos quotidianos e somos confrontados diariamente com os preconceitos - os nossos e os dos iguais a nós e até fingimos não ouvir... Mas a mera variação cromática do cabelo faz do outro, o "Outro"?
A revolta dos ruivos na costa oeste americana vem-nos demonstrar através da crueldade das crianças e da imbecilidade dos adultos que a semente da rejeição da diferença vive em nós para além da cultura que nos rodeia. Os ruivos dizem que a "perseguição dos cenouras" é o resultado da cobardia do politicamente correto. Quando já não têm coragem para gozar com negros, gays, ou loiras viram-se para outra minoria que pensaram que não iria ripostar: os ruivos.
E talvez esta tese tenha algum fundamento. A maioria das anedotas de cenouras são uma amálgama reciclada de velhas piadas de loiras, tolos e bimbas. O mecanismo da anedota necessita de uma tipologia - o alentejano, o escocês, a boazuda, etc. - para funcionar como muleta agregadora e é transposto de país para país, raça, região, profissão, mas sobrevive a um fenómeno bizarro: a suspensão da racionalidade e aceitação que os estereótipos reunidos naquela grelha são verdadeiros e reais. Os alentejanos são lentos, as loiras burras, os ruivos não têm alma. Lamento, mas a falha está em quem não tem discernimento para se lembrar que uma anedota não representa o real.
Este atual gozo com miúdos ruivos terá sido despoletado por um episódio do South Park em que se diz que os gingersnão têm alma. A verdade é que este segmento surgiu no meio de milhares mas colheu e ganhou escala e foi aplicado a um anedotário. O vídeo do miúdo revoltado é um êxito no YouTube e lembrei-me da "polémica" científica sobre se os ruivos vão ou não desaparecer em 100 anos (patrocinado por uma marca de tinta para cabelo).
Se investigar um pouco da história das ruivas percebe-se que foi uma sorte terem sobrevivido até aos dias de hoje. Cleópatra seria ruiva. Helena de Troia também. O que terá determinado que as mulheres ruivas são violentas e falsas. No Egito eram os melhores sacrifícios a Osíris, em Roma as escravas mais caras. Ali pela Idade Média foi um "ver se te avias": foram perseguidas, queimadas, acusadas de todo o tipo de bruxaria. Hoje são a chacota de miúdos na escola.
Uma das virtudes da sociedade portuguesa é a de ignorar questões raciais e mesmo da sexualidade individual ao nível das lideranças políticas. Já tivemos políticos de várias cores, tamanhos e, consta, de todas as opções sexuais.
Recentemente, pudemos desfrutar de um Presidente da República cenoura, um ginger. E se algo ficou provado é que o homem tinha alma - chorava dia sim, dia não, e se havia anedotas sobre ele era por causa da densidade dos discursos que só ele alcança, embora vá ficar na história por ter demitido um primeiro-ministro que, esse sim, se comportava como uma anedota e não era ruivo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ruivo paga mico em comercial de Cerveja

No novo comercial da Skol, o ator ruivo, Pedro Monteiro, paga mico ao demonstrar como ir mal num churrasco de amigos kkkkk
vale a pena :)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Por Onde Anda? Michael Oliver o garotinho ruivo de O Pestinha @.@


Há alguns anos atrás esse garotinho divertia nossa infância com suas traquinagens, quem lembra de ‘O Pestinha’? Ele era mesmo uma verdadeira peste até encontrar uma garota pário para suas endiabradas travessuras, mas a garotinha fica para um outro post, estamos falando agora de: Michael Oliver.
O ator, atualmente com 28 anos de idade, está totalmente sumido da mídia, desde 1996 que não se houve mais falar de Oliver e seu cabelo genuinamente ruivo. Especula-se apenas que o rapaz tenha virado músico, depois de ver sua carreira ir a banca rota quando sua mãe processou a Universal Pictures, alegando que o contrato do filho era de baixo custo, e queria a bagatela de Us$500.000,00 pela participação do garoto em ‘O Pestinha 2′.
O Superior Tribunal de Justiça alegou que Dianne Ponce, a mãe do ator, não tinha base em sua acusação contra o estúdio, e a azarada senhora teve que desembolsar a quantia de Us$250.000,00 para Universal, sendo que recebeu pelo contrato do filho apenas Us$85.000,00. Fala se não foi um preju dos grandes…
Depois disso Michael Oliver definitivamente sumiu do meio artístico.