sábado, 15 de janeiro de 2011

A Mulher do Fogo (por Filipe Paiva)

A mulher do fogo vem faceira
Acende, aquece, incendeia
Brilha atrevida
Hipnotiza e derrete corações apaixonados

A mulher do fogo é voraz
Seus cachos vermelhos serpenteiam ao vento
Queima tudo com uma sede audaz.

Quem brinca com ela, arrisca-se
Alguns a atiçam e não conseguem controlar
Não há beleza mais pura,
Não há como escapar
Quando a mulher do fogo chega.
Ela chega pra arrasar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A mulher ruiva (por Willian G.)

A mulher ruiva é complexa. Se ela não nasceu com o cabelo vermelho, ela pinta. Pinta para mostrar fora o que tem dentro dela: um vulcão em erupção. Pronto para explodir. Pronto para dizer que dentro desse corpo bate forte um coração. A mulher ruiva tem dentro de si um pouco do mundo. Tem angustia, decepções, sonhos, amores, dores.
A mulher ruiva é determinada. Luta pelo que quer, independentemente do que vier. Sendo desse jeito, é óbvio que assusta os homens. Só sendo muito macho para agüentar a mulher ruiva. Para agüentar uma mulher de peito. Que preenche seu tempo livre com arte, literatura, exposições, cinema, música. Todas essas coisas que só reforçam seu estilo de ser, e que só mantém o fogo aceso.
A mulher ruiva acredita em príncipes encantados. Embora saiba que vive na realidade, e ele não pulará dos livros. Sabe que sua vida amorosa não é um conto de fadas. Pode ou não saber que, em partes, é sua culpa. Ela não deixou ninguém interferir em sua vida. Não abriu mão de nada por ninguém. O amor só sobrevive à base de concessões. E isso ela esqueceu de aprender.
Enquanto a morena é para casar, tantas decepções amorosas fazem parte do currículo da mulher ruiva que ela não sabe se o casamento foi feito para ela. Enquanto a loira faz as cabeças dos homens, a mulher ruiva faz questão de não ser somente um casinho passageiro na vida desses canalhas. A mulher ruiva só está sozinha por ser exigente demais. Está sozinha porque descobriu em si sua melhor companhia.
A mulher ruiva é como um palito de fósforo. Se você quiser, ele pode criar fogo. Se você quiser, ela pode queimar tudo. No fundo, ela é só uma menininha frágil que tenta se proteger de tudo. Tão frágil e com tanto medo de se quebrar que ela se tornou ruiva. A mulher ruiva não é só a cor de seu cabelo, é um estado de espírito. Ela é você. Ela sou eu. Existem várias espalhadas por aí.

Mais textos do mesmo autor em: http://silenciosaspalavras.blogspot.com

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vídeo - Quem Conta um conto

Vídeo com a atriz ruiva Jenniffer Lamounier interpretando o texto "Sempre gostei de usar lápis", de Danielle Means
Poesia pura. Aproveitem :)