quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ruivos (por Thalita Borges)


Thalita Borges
Nascer ruivo é uma dádiva concebida a poucos... talvez esses poucos sejam escolhidos a dedo para serem admirados e ao mesmo tempo estranhados. Não é uma coisa fácil nadar contra a corrente, andar na contra mão em dias de trânsito e nem ser ruivo em uma sociedade preconceituosa (rs)
Mas também não esperaria o contrário, pois nós ruivos nadamos contra a corrente da normalidade e andamos na contra mão da igualdade. Somos diferentes sim. Somos lindos sim. Somos legais sim. Somos estranhos, talvez. Mas não negaremos nosso rutilismo, jamais!
Também porque seria estranho deixarmos de sermos ruivos, já que nascemos predestinados a diferença, pra que nos esconder no meio dos “iguais”?
Somos mutantes (rs). Talvez seja por isso que somos visto de forma “desigual”, mas veja bem, eu não peço o contrário. Não sou igual e me orgulho disso, por favor, veja-me como sou: ruiva, diferente, branca mais que o normal, com olhos castanhos, sardas que mesmo claras fazem parte de mim...
E seria ironia dizer que somos todos iguais, você não acha?
Bom, eu acho, somos todos diferentes por isso devem nos respeitar.
Não só a nós ruivos, mas a todos as pessoas com suas diferenças que também sofrem preconceito, porque não pense que é fácil ser vista como a estranha, a ruiva, a gringa (...) entre outros adjetivos...mas tudo bem, a diferença tem seus sacrifícios.
Temos orgulho de sermos RUIVOS e somente por isso pedimos respeito e mais conhecimento, pois se houvesse mais conhecimento, sem dúvida nenhuma, não haveria preconceito