sábado, 18 de setembro de 2010

mitos sobre os ruivos


Historicamente, o preconceito e a desconfiança sempre permearam a vida de um ruivo, bem como a crença de que eles possuíam gênios ardentes e impetuosos. Esta imagem - equivocada ou não - provavelmente deriva do fato de que os escoceses, com sua alta porcentagem de pessoas de cabelos vermelhos, são descendentes dos celtas, guerreiros notoriamente violentos. Foi essa percepção que gerou muitas crenças estranhas e fantásticas e ideias mirabolantes sobre os cabelos vermelhos. Os mitos parecem acompanhar todas as culturas e os antigos egípcios não eram exceção, como todos os outros povos, eram muito supersticiosos. Possuíam um deus para cada finalidade e situação. Assim, por um lado, eles acreditavam que os animais e pessoas com cabelos vermelhos estavam associadas ao deus 'Set', sendo que muitos de seus faraós tinham cabelos vermelhos. Isso incluiu Ramsés, que foi o pior e mais poderoso de todos os faraós. Por outro lado, também consideravam a cor vermelha como detentora de má sorte e muitas jovens de cabelos vermelhos foram queimadas até a morte com objetivo de acabar com a tonalidade. Também rolam histórias de que ruivas foram enterradas vivas na época. Bizarro!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Poema - Ruiva (Tânia Camargo)


RUIVA

Fogo a trepidar, labaredas.
A alma excita.
Sol que queima, incendeia.
O beijo, o fogo da paixão.
Cabelos vermelhos, soltos,
Liberdade explicita,
Tuas malícias.

Teus desejos insanos,
Profanos,
A roçar meu pelos,
em desvelo.
Nu por inteiro.

Ruiva da pele branca,
Perco-me na visão de tuas ancas,
A perfeição de tuas pernas roliças
E na maciez de tuas costas largas.

És tão vadia e arredia,
Pura e devassa,
Eu sou o homem que te amassa,
Adora, venera, em glória.

Olhos verdes que encanta,
Hipnotiza, desorienta.
Não sejas mesquinha,
Tenha pena!
Deixa de manha,
Volta logo para a cama.

(Tânia Camargo)