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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os ruivos na História


As mulheres ruivas, com suas peles claras e olhos azuis, são capazes de despertar toda a luxúria e lascívia masculina, saibam que nem sempre foi assim!

Na mitologia grega, pensava-se que as pessoas de cabelo vermelho se transformavam em vampiros depois de mortos.

Os antigos egípcios indicriminadamente prestavam homenagem a seu deus, enterrando homens com cabelos vermelhos, enquanto eles ainda estavam vivos. Os ruivos no antigo egito eram associados ao deus Seth (deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes). Somente Ramses II, faraó ruivo, foi exceção. Ainda no egito acredita-se que Cleópatra utilizava henna para avermelhar as suas tranças.

Os romanos eram grande admiradores dos cabelos vermelhos do povo celta e confeccionavam perucas ruivas, feitas com cabelos de mulheres de tribos germânicas.
Na cultura medieval, as mulheres ruivas não eram vistas com bons olhos. Acreditava-se que os cabelos afogueados eram típicos de um comportamento intempestivo e perigoso, pouco desejável numa mulher. É provável que essa concepção derive do fato de que Caim seja representado, muitas vezes, com os cabelos ruivos. Entre os povos germânicos, havia a crença de que os ruivos estavam ligados ao diabo e à bruxaria, atividade que era muito mal-vista e violentamente combatida entre esses povos, a despeito do que apregoam os manuais neo-pagãos…

Ainda na idade média muitas vezes se crussificavam ruivos, pois um grande número de pessoas pensava se tratar de lobisomens.

Na Romenia, berço do mito do vampirismo, os vampiros eram muitas vezes representados como possuidores de cabelos ruivos.

É no fim do reinado da Rainha Elizabeth que se generaliza a crença nas fadas como lindas mulheres dotadas de vastas cabeleiras ruivas…Por outro lado, em algumas representações Eva aparece como uma mulher ruiva, sendo este cabelo um signo do pecado.

Durante a era vitoriana, perpetuava-se a repúdia aos cabelos ruivos, que, no entanto, eram muito apreciados e largamente retratados por diversos artistas pré-rafaelitas e pelos seus “herdeiros”, os estetas. Nesse período se torna clássica a representação da mulher ruiva de pele clara e olhos verdes os azuis.

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