domingo, 17 de junho de 2012

4 Razões pelas quais os homens preferem as ruivas


O fascínio pela minoria: Tudo que é diferente acaba chamando a atenção e possivelmente despertando interesse. Num período longínquo, quando loiras eram uma raridade que só poderia ser encontrada em latitudes específicas e quase sempre dentro de algum barco viking, nossos pais e avôs idolatravam loiras e daí surgiram mitos como Marilyn Monroe e derivadas (note que na minha cabeça meu avô, os vikings e Marilyn Monroe conviveram no mesmo período histórico). Já na nossa geração, um tanto quanto saturada com o “blonde boom” que se deu após a descoberta do poder da descoloração (possivelmente ensinado pelos vikings ao meu avô) as ruivas acabaram entrando em voga por serem, agora, o diferente, o incomum. Daí o recente interesse e a profunda presença das ruivas no imaginário masculino. Fora que quando você se perde de uma ruiva no shopping costumava ser bem mais fácil pra encontrar olhando de longe. Mas isso sou eu sendo frio e utilitário de novo.
Ruivas nos quadrinhos: Mais do que homens voadores, caras com poderes de aranha e um vilão da Liga da Justiça chamado “Senhor Nebulosa – O decorador de mundos” que tinha um ajudante chamado “Esquiador Escarlate”, uma coisa meio insólita nos quadrinhos é a profusão praticamente insana de personagens ruivas, totalmente fora da proporção encontrada na população real, como se todas as histórias fossem escritas por algum irlandês do interior (onde estão os leprechauns então, eu me pergunto?). E claro, quase sempre representadas da forma mais favorável possível. Mary Jane Watson? Ruiva. Viúva Negra? Ruiva. Jean Grey? Ruiva. Batgirl? Ruiva. Lana Lang? Ruiva. Gwen Stacy? Loira. E aí ela é jogada do alto de uma ponte e morre, ou seja, deveria ter mudado a cor do cabelo. Pense em como isso pode afetar uma mente infantil em formação. Eu mesmo nunca namorei nenhuma loira, por puro medo de que elas caiam de pontes. Você não pode brincar com coisas assim.
Ruivas na cultura pop em geral: Desde Harriet, a vizinha chata em Super-Vicky, passando por Wilma Flintstone ou Jane Jetson e Daphne, dos desenhos do Scooby Doo (ainda que eu tivesse uma queda maior pela Welma e sempre me pergunte se Hanna e Barbera realmente tinham uma tara por ruivas) e chegando até a Donna de That’s 70 Show e agora Scarlett Johansson como a Viúva Negra nos cinemas, a atual geração de homens cresceu sofrendo praticamente uma lavagem cerebral em torno da idéia de que ruivas são rebeldes, sexys e possivelmente se vestem como lenhadoras (acho que isso era só no That’s 70 Show, mas ficava legal nela). Some isso a sites como o Suicide Girls e você tem a receita para um processo pesado de endeusamento das garotas de cabelo vermelho. Não, a Uni de Caverna do Dragão não conta como ruiva, seus doentes.
Peanuts: Mais do que qualquer outro fator, eu acho que Peanuts influenciou milhões de pequenos garotos com a história de Charlie Brown e da garotinha ruiva, que passou a ser uma das grandes metáforas pro eterno desencontro sentimental entre garotos estranhos e suas expectativas em relação ao gênero feminino. Menos um personagem real do que um conceito, a garotinha ruiva passou a representar todo um ideal do que nós esperamos da garota certa, de como ela seria, de como as coisas funcionariam com ela, e de como nós possivelmente nunca vamos ficar com ela, porque existem por aí dezenas de Lucys e de bolas a serem chutadas. Mas eu estou divagando. O que importa é que a gente viu muito esse desenho e leu Peanuts demais quando criança.

Créditos: http://justwrappedupinbooks.wordpress.com/2010/06/18/top-4-%E2%80%93-razoes-pelas-quais-caras-tem-quedas-por-ruivas/

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