O
mapa mostra a distribuição de ruivos na Europa. Como se pode ver, trata-se
de uma distribuição irregular, com elevada presença de ruivos na Irlanda,
Escócia e País de Gales, bem como na Rússia, que contam com uma população ruiva
que representa mais de 10% da população total. Mas, por outro lado, a maioria
das regiões possuem baixíssimo índice de ruivos, sendo a incidência quase nula.
Ainda,
é difícil responder a algumas perguntas sobre estes dados genéticos – como o
questionamento de que se, no passado, os ruivos já estiveram mais bem distribuídos
em toda a Europa ou se sempre estiveram distribuídos dessa maneira como se
encontram hoje mostrados no mapa, nunca tendo realmente se espalhado pelo
continente europeu.
Importante
lembrar que a manifestação fenotípica dos cabelos vermelhos ocorre quando um
indivíduo tem dois alelos recessivos para o receptor da melanocortina 1 (MC1R). Este
é um tipo de proteína de GPCR (um tipo de proteína que é normalmente encontrado
incorporado na membrana de uma célula, e que muitas vezes medeia a
transferência de informação a partir do exterior para dentro da célula, ou vice-versa ). O
gene para esta proteína encontra-se no cromossoma 16. Em qualquer caso, se
você tem os alelos recessivos, você produzirá feomelanina (o pigmento
responsável pelos cabelos vermelhos e loiros e tom da pele) e não a Eumelanina
(o pigmento marrom/preto). Assim, se o indivíduo tiver um alelo recessivo
e um alelo dominante, então, ele não terá o cabelo vermelho (ruivo), muito
menos terá se possuir ambos os alelos dominantes.
No Reino Unido, cabelo vermelho é geralmente associado com pessoas de
ascendência Celta, isto é, Escócia e Irlanda. Acredita-se
que o povo da Escocês descende de 5 diferentes grupos étnicos que ocuparam ou
invadiram o norte da Grã-Bretanha na idade das trevas. Em
todo a história registrada, ruivos nunca foram mencionados como um grupo,
exceto pelos romanos.
Os “Pictos”, inimigos com quem os romanos lutaram, foram descritos como
tendo cabelos vermelhos e "grandes membros" pelo historiador romano
Tácito. Já
os historiadores modernos, com a ajuda de antropólogos, consideram o cabelo
vermelho como a única característica dos Pictos.
Quanto à distribuição mundial dos indivíduos
de cabelos vermelhos, seria plausível afirmar que a maioria pode ter origem na
região Norte da Europa Ocidental, embora, como em todas as variações genéticas
de seres humanos, as mutações nos genes podem ocorrer e serem
mantidas em qualquer população, desde que não haja efeito negativo para o
crescimento populacional.
Quanto às razões para o vermelho cabelo, não é fácil de perceber qualquer
vantagem seletiva imediata em termos de evolução. Veremos,
então, algumas informações sobre a genética por trás do cabelo vermelho, que
poderá nos ajudar a entender o porquê não há tanta vantagem evolutiva por ser
ruivo:
A variação da pigmentação tanto da pele quanto do cabelo é definida pela quantidade
de eumelanina (melaninas marrom/preta) e feomelanina (melaninas vermelho/amarelo)
produzidas pelos melanócitos.
O melanocortina-1 receptor (MC1R) é um regulador da produção de eumelanina
e feomelanina nos melanócitos e mutações
nesse gene são conhecidas por causar alterações na cor da pelagem em muitos
mamíferos. Estudos
sobre populações irlandesa e holandesa demonstram uma significativa associação nas
variações no gene MC1R e os cabelos vermelhos.
Além disso, as chamadas mutações 'de perda de função' no gene MC1R humano
são conhecidas por serem comuns e, recentemente, por ter comprovada sua associação
com os cabelos ruivos. Ainda, pesquisas recentes mostraram que algumas
variantes no gene MC1R podem ser preferencialmente associadas com a cor do
cabelo, em vez dotipo
de pele (isso explica porque ruivos não precisam ser necessariamente bem branquinhos).
Assim, por razão da função primária dos tipos de melanina ser de “fotoproteção”
e de ”fotossensibilizante” (eumelanina e feomelanina respectivamente), dá para
se sugerir que a maioria das mutações no gene MC1r (ruivos) representam um fator
de risco, possivelmente independente do tipo da pele, por representar uma maior
suscetibilidade ao melanoma.
Então por que as mutações ocorreram? Talvez
porque não houve seleção contra tais mutações, por terem ocorrido naquela
região do mundo (norte europeu). Quaisquer mutações no gene MC1R não tiveram
tanta relevância, considerando as baixas temperaturas e pouca insidência da luz
solar na região, não causando danos, apesar da diminuta proteção da melatonina.
Isso pressupõe que as mutações do MC1R, se ocorressem em regiões de clima
quente, o que é bastante improvável, resultariam em altas taxas de mortalidade
de indivíduos ruivos antes que estes alcançassem a idade da paternidade. Fora
isso, não tem como se pensar em nenhuma outra razão para sugerir o porquê de os
cabelos vermelhos terem se originado no norte da Europa a não ser por conta
do acaso.
Conta a lenda que o príncipe Idon de Mu, descobriu Atlântida a tempo de mudar o seu povo para o novo continente, antes de sua terra natal ser destruída por uma enorme catástrofe natural. Ele chegou a Atlântida durante pôr do sol e imediatamente se apaixonou pela nova terra. O céu e as nuvens eram de uma linda cor vermelha, refletindo os raios do sol poente, enquanto que as folhas das árvores eram movidos por uma brisa suave. De tão maravilhado o Príncipe Idon pensou em salvar toda essa beleza para que fosse vista e apreciada por todas as gerações futuras. Foi então que seu desejo se tornou realidade e a imagem da terra de Atlântida fora permanentemente gravada na sua própria aparência. Assim, seus cabelos tornaram-se vermelhos, como a cor do céu e seu rosto ficou coberto de sardas, a imagem das folhas. A partir de então, toda vez que alguém olha para um ruivo, vê refletido nele a imagem do pôr do sol de Atlântida, porque cada ruivo descende do Prince Idon, que depois se tornou o primeiro rei de Atlântida. Por isso podemos dizer que cada ruivo ou ruiva pode ser considerado um príncipe ou uma princesa de Atlântida.
Apesar da lenda de que as ruivas são o resultado do cruzamento de loiros e morenos, a cor do cabelo é determinada por fatores mais sutis, genéticos.
Assim como a cor da pele, a cor do cabelo vem do pigmento melanina e, em particular, de dois tipos de melanina: eumelanina (a forma mais comum), que pode ser marrom ou preta, e feomelanina, que pode ser vermelha ou amarela.
A cor da pele e do cabelo é o resultado da mistura dos dois tipos de melanina. Pessoas brancas produzem menos melanina que pessoas morenas. O cabelo preto é composto quase que unicamente de eumelanina, enquanto o cabelo ruivo possui quaswe 100% de feomelanina.
A melanina atua como um filtro solar, prevenindo os danos causados pelos raios ultravioletas. É pouco provável que esse pigmento tenha surgido como proteção ao câncer de pele, mas pode ter sido decisivo na evolução como agente retaliador de queimaduras, infecções e perda de fluidos.
O gene responsável pela produção da melanina é o receptor melanocortina 1 (MC1R), descoberto por uma equipe de dermatologistas da Universidade de Edimburgo (Escócia) liderada pelo Prof. Jonathan Rees.
Se alguém possui uma das cinco variedades que esse gene apresenta, e herda essa variedade de ambos pai e mãe, essa pessoa será ruiva. Se herda apenas do pai ou da mãe, ela tem uma chance de ser ruiva. O que surpreendeu os cientistas foi o tempo que levou para que surgiseem as primeiras pessoas ruivas.
Segundo o Prof. Rees, não se sabe ao certo quando os ruivos surgiram, mas provavelmente foi entre 20000 e 40000 anos antes de Cristo.
O gene do cabelo vermelho é muito raro nas pessoas de ascendência africana, portanto para que os ruivos surgissem foi necessário que os primeiros homens (que surgiram na África) tivessem migrado para a Europa, o que aconteceu há cerca de 100 mil anos atrás.
A explicação mais provável é de que possuir cabelo vermelho e pele branca era uma vantagem na época, pois assim as pessoas produziriam vitamina D na pele e teriam menos chance de ficarem doentes no inverno.
Entretanto, a equipe do Prof. Rees encontrou poucas evidências de que a pele branca e o cabelo ruivo fossem realmente uma vantagem na evolução genética humana fora da África.
A pista disso veio da análise de condons - seqüências de DNA e RNA que fornecem a “receita” dos 20 tipos de aminoácidos que compõe as proteínas. As seqüências consistem em três pares de DNA - as letras do código genético. Duas dessas letras são cruciais para a construção dos aminoácidos. Mas mudanças no terceiro par não fazem muita diferença no resultado final. Estudando as mudanças provocadas pelo terceiro par, comparadas às mudanças provocadas pelos dois primeiros pares, a equipe do Prof. Rees descobriu quais características genéticas são resultado da seleção natural e quais são meros frutos do acaso. Foi o que aconteceu com o gene do cabelo ruivo. Não há evidência de seleção natural.
Curiosamente, o cabelo ruivo não é encontrado apenas em pessoas de pele branca. Na Jamaica, existem famílias com pele bem morena e cabelo vermelho brilhante. O gene do cabelo ruivo foi trazido da Europa pelos marinheiros que aportaram na ilha na época do descobrimento da América e que tiveram filhos com os nativos.
A conclusão dos pesquisadores de Edimburgo derrubou a teoria prévia sobre a origem dos ruivos. Acreditava-se que o gene dos ruivos tinham surgido há cerca de 100 mil anos atrás, com origem no Homem de Neanderthal. Segundo essa teoria, os ruivos teriam surgido antes que o homem tivesse migrado para a Europa.
Nunca fui ligado em ruivos. Apesar de um dos meus melhores amigos na escola ter "cabelos de fogo", nunca me interessei por essa cor de cabelo. Até eu conhecer a minha ruiva, ARIANNE LAISE. Depois dela as coisas mudaram. Passei a admirar o ruivo, perceber o preconceito enfrentado e a falta de informação sobre essa "espécie" rara. Decidi criar o Ruivosmania como presente para a minha ruiva e pra todos os ruivos do mundo que procuram saber de onde vieram e pra onde vão rsrs Sintam-se em casa! ;D